Eu te digo sobre Schopenhauer.

Schopenhauer, filósofo alemão, nascido na cidade de Danzig no dia 22 de Fevereiro de 1788. Era conhecido como o “filósofo pessimista” e se utilizava do Budismo para comprovar seu ponto de vista.

A infância de Schopenhauer foi repleta de angústias, seu pai desejava vê-lo seguindo seus passos como comerciante de sucesso, levou seu filho à vários países para que pudesse conhecer comerciantes, fazer novos contatos, enfim, se interessar pelo comércio. Mas estas viagens apenas contribuiram para que este observasse todos os problemas que ocorriam naqueles países, como: Fome, pobreza e violência, fazendo-o ter uma visão pessimista do mundo.

Arthur Schopenhauer

Ele baseava seus pensamentos, até um certo ponto, na Filosofia Kantiana, porém discordava dela no momento em que Kant afirmou que nossa consciência é incapaz de atingir a “Coisa em si”, o que para Schopenhauer significava a Vontade. Mas não a vontade no sentido de “querer fazer”, mas sim o seu impulso, seu instinto, aquilo que você faz sem pensar nas consequências, sua verdadeira essência. Para Schopenhauer nossa consciência é apenas uma mascará que impossibilita a ação da vontade, pois esta, segundo ele, nos leva à um ciclo de sofrimento sem fim. O que chamamos de prazer, ou alegria, seria apenas um pequeno intervalo, nesse ciclo, que logo teria seu fim.

Complicado compreender este pensamento? Traga-o então para sua vida, muitas vezes você se encontra em situações extremamente desagradáveis, ou situações que te deixam furioso, a sua vontade primeiramente é de chingar, agredir, “caguetar” algum fato conhecido somente por você. Mas, quanto mais você pensa no que vai fazer, melhor irá analisar as consequências que seus atos trarão. Quando não há esta reflexão, o que acontece? Dor, sofrimento, ódio, arrependimento. Um turbilhão de sentimentos ruins, tanto para você quanto para as pessoas próximas.

Para burlar essa dor quase inevitável, Schopenhauer cita alguns caminhos que usamos para controlar a vontade. Um deles é a fuga através da arte,  dividida em niveis, que vai da arquitetura, que mostra a força e resitência da matéria, até o mais alto patamar, o da musicalidade, que é livre e independe de qualquer outra arte para existir. Um outro caminho a seguir é o caminho da moral, onde seu principal objetivo passa a ser: olhar mais para os outros, e eliminar o egoísmo que existe dentro de si. Mas essas soluções  são passageiras, segundo ele, pois apenas controlam sua vontade momentâneamente.

Em sua busca pela felicidade verdadeira (Completa anulação da vontade) ele encontra sua resposta no Budismo, religião na qual o paraiso (Nirvana), acaba por ser o que Schopenhauer sempre procurou. A única forma de atingir o Nirvana, segundo os ensinamentos Budistas, seria a completa anulação dos sentimentos ruins, dos impulsos, e de qualquer pensamento impuro, a completa anulação da vontade.

Mas você acha realmente possivel alcançar a “completa anulação da vontade”? Nós, seres humanos, sempre fomos movidos pela emoção, pelo impulso, pelo medo, pelo orgulho! E se realmente o pensamento de Schopenhauer fosse seguido a risca (o de agir pela sua vontade), não nos tornariamos “máquinas” completamente egocêntricas, que apenas trariam dor para aqueles que nos rodeiam?

A Vida não é um roteiro de cinema, ou mesmo uma lista de tarefas a serem seguidas, a vida acontece quando você participa dela, ela é feita de eventos aleatórios, onde simples acontecimentos  podem acabar com planos que foram elaborados durante anos, mesmo que o sofrimento seja algo ruim, ele também faz parte da vida, mas, se para anular o sofrimento implica no abandono de todos seus instintos humanos, onde está o sentido de viver?

Por: Matheus Carvalho

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